Os consumidores pernambucanos sentiram no bolso o impacto das fortes chuvas e do período de entressafra sobre os preços de hortaliças e legumes comercializados no Ceasa-PE. Levantamento divulgado pelo Departamento Técnico do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco apontou aumentos expressivos em diversos produtos entre janeiro e maio de 2026.
Entre os itens que mais sofreram reajustes está o tomate, que registrou alta de 285,71%, passando a ser vendido por cerca de R$ 9,64 o quilo. Segundo o levantamento, a redução da oferta causada pelo excesso de chuvas em regiões produtoras comprometeu a qualidade e o volume da colheita, afetando diretamente os preços.
A cebolinha também apresentou uma das maiores variações do período, com aumento de 233,33%, chegando a R$ 10 o quilo. Já o coentro, bastante consumido nas feiras e mercados pernambucanos, acumulou alta de 200%, saltando de R$ 3,75 para R$ 11,25 por quilo.
Outros produtos que registraram forte elevação foram a batatinha, com aumento de 206,67%; a alface, que subiu 166,67%; o repolho, com alta de 150%; além do pepino, vagem e pimentão, que também sofreram reajustes significativos.
De acordo com especialistas do Ceasa-PE, além das chuvas intensas, a entressafra e os problemas logísticos enfrentados em estados produtores do Nordeste e Sudeste contribuíram para o encarecimento dos alimentos. Em alguns casos, a dificuldade no transporte e a redução da produção agravaram ainda mais a situação.
Apesar das altas, alguns produtos continuam apresentando preços mais acessíveis, garantindo alternativas para os consumidores que buscam economizar nas compras do dia a dia. A expectativa do setor é que, com a melhora das condições climáticas e a regularização da produção agrícola, os preços possam apresentar redução gradual nos próximos meses.
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