Profissionais da psicologia que atuam na rede municipal do Recife aderiram à greve dos servidores públicos e realizaram mobilizações cobrando valorização profissional, melhores condições de trabalho e mais diálogo com a gestão municipal. A categoria denuncia precarização da carreira, baixos salários e falta de reconhecimento aos trabalhadores da saúde mental.
Segundo os manifestantes, entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, valorização das gratificações e melhorias estruturais para o exercício da profissão. Os profissionais afirmam que o reajuste apresentado pela gestão foi de apenas 4,26%, percentual considerado insuficiente pela categoria.
Durante a mobilização, trabalhadores denunciaram ainda que houve corte de água e energia elétrica dentro da prefeitura, o que teria dificultado as negociações e a permanência dos manifestantes no local. A situação gerou revolta entre os participantes do movimento, que classificaram a medida como uma tentativa de enfraquecer a pressão da categoria.
Os psicólogos destacam que os serviços de saúde mental exercem papel fundamental no atendimento à população e alertam que a falta de investimentos pode comprometer ainda mais o funcionamento da rede pública no Recife.
A categoria cobra abertura imediata de diálogo por parte da gestão do prefeito Victor Marques, aliado político do ex-prefeito João Campos, além da construção de propostas concretas para valorização dos servidores e fortalecimento da saúde mental no município.
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