Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data revela que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (5), 71% dos entrevistados defendem a substituição do modelo atual por uma jornada 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Outros 23% se disseram contrários à proposta, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder.
O apoio à mudança aparece de forma consistente entre eleitores de diferentes espectros políticos. Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 84% são favoráveis à medida. Já entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 59%.
A proposta também encontra respaldo entre eleitores de outros nomes do cenário político nacional. Entre os apoiadores do governador Ronaldo Caiado (PSD), 66% apoiam a mudança. Já entre eleitores de Ciro Gomes (PDT), o índice chega a 68%. No grupo ligado ao governador Romeu Zema (Novo), 52% são favoráveis, enquanto entre eleitores de Renan Santos (Missão), o apoio é de 56%.
No Congresso Nacional, o tema já está em discussão. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da jornada de trabalho deve ser analisada pela Câmara dos Deputados ainda neste mês. Paralelamente, o governo federal enviou um projeto de lei que fixa o limite de 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso.
Além da questão trabalhista, a pesquisa também avaliou cenários eleitorais para 2026. O levantamento indica que Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança em simulações de primeiro turno. Em possíveis disputas de segundo turno, o presidente surge tecnicamente empatado com adversários como Flávio Bolsonaro, Ciro Gomes, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, dentro da margem de erro.
Segundo o estudo, Flávio Bolsonaro é o único que aparece numericamente à frente de Lula em um eventual confronto direto, embora também em cenário de empate técnico.
A pesquisa reforça que a discussão sobre a jornada de trabalho pode ganhar protagonismo tanto no debate legislativo quanto no cenário político-eleitoral nos próximos meses.
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