Um levantamento preliminar da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife acende um alerta sobre a violência no trânsito do Recife. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (4), a cada dois mortos em acidentes na capital pernambucana em 2025, um era motociclista.
No total, foram registradas 140 mortes no trânsito ao longo do ano, número que representa uma redução de 4,8% em comparação com 2024. Apesar da queda geral, o cenário entre motociclistas segue na contramão: houve um aumento de 11% nas mortes dessa categoria, que agora corresponde a cerca de 56% dos óbitos.
O estudo revela ainda o perfil das vítimas mais atingidas. A maioria é composta por homens (84%), especialmente entre 20 e 40 anos (60%), faixa considerada economicamente ativa. Em contraste, o número de mortes de pedestres apresentou uma redução significativa de 25%.
Especialistas apontam que motociclistas estão entre os usuários mais vulneráveis do trânsito, devido à menor proteção em comparação com outros veículos. Além disso, fatores como excesso de velocidade, imprudência e desrespeito às leis de trânsito contribuem diretamente para o aumento da letalidade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a velocidade é responsável por mais da metade das mortes no trânsito em todo o mundo. No Recife, um estudo conduzido pela Johns Hopkins University aponta que um em cada três motociclistas trafega acima do limite permitido nas vias da cidade.
Diante dos números, a CTTU reforça a importância de campanhas educativas, como o Maio Amarelo, além da intensificação da fiscalização e da adoção de políticas públicas voltadas à segurança viária. A meta é reduzir os índices de mortalidade e tornar o trânsito mais seguro para todos os usuários.
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