Em meio à forte pressão política e popular, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, entrou em contato com a governadora Raquel Lyra e pediu o envio do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) com a margem de 20% para remanejamento — nos mesmos moldes propostos pelo Governo do Estado no ano passado.
Inicialmente, o impasse girava em torno da redução desse percentual para apenas 10%, posição que vinha sendo defendida por setores da Assembleia. No entanto, após a repercussão negativa e a pressão da opinião pública, Álvaro Porto recuou e anunciou que a proposta deverá ser aprovada em regime de urgência.
Nos bastidores, a avaliação é de que o clima político chegou ao limite. “A corda esticou até onde deu”, afirmou um analista político ouvido pela reportagem.
Ainda segundo essa análise, o travamento da LOA teria motivações políticas. A leitura é de que a dificuldade na aprovação do orçamento não tinha outro objetivo senão atrasar ações do Governo do Estado, o que poderia impactar diretamente a gestão de Raquel Lyra e, consequentemente, beneficiar o projeto político do prefeito do Recife, João Campos.
Com a sinalização de acordo, a expectativa agora é que a LOA seja finalmente destravada, permitindo a continuidade de investimentos e ações em Pernambuco.
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