A deputada estadual Gleide Ângelo exonerou um servidor de seu gabinete após ele ser citado em uma investigação da Polícia Civil que apura um suposto esquema milionário de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
De acordo com informações divulgadas, o servidor Arthur Valença de Luna foi alvo da chamada Operação Draft, que investiga possíveis desvios que podem chegar a R$ 2,8 milhões dentro do Legislativo estadual. A suspeita é de um esquema estruturado de repasse irregular de salários de assessores.
A decisão de exoneração ocorre em meio à repercussão do caso, que tem gerado forte impacto nos bastidores da política pernambucana. Segundo informações publicadas pelo Blog do Ricardo Antunes, o esquema investigado teria ligação com o gabinete do ex-deputado Romário Dias.
Nota oficial do gabinete
Em nota enviada à imprensa, o gabinete da parlamentar afirmou que a exoneração do servidor já havia sido formalmente solicitada antes mesmo da ampla divulgação do caso.
Segundo o comunicado, o pedido foi registrado no sistema Alepe Trâmite no dia 16 de abril de 2026, sob o número 000229/2026, e segue em tramitação administrativa dentro da Assembleia Legislativa.
O texto também destaca que a medida demonstra “responsabilidade administrativa” e compromisso com a adoção de providências dentro dos trâmites legais.
Além disso, a deputada reafirmou, por meio da nota, sua postura de colaboração com as autoridades:
“A Deputada Delegada Gleide Ângelo tem uma trajetória pública marcada pela defesa da legalidade e pela atuação firme em favor da ética no serviço público. Por isso, reafirma sua total disposição em colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, dentro do devido processo legal.”
Repercussão política
O caso segue repercutindo nos bastidores da política estadual e deve ganhar novos desdobramentos à medida que avançam as investigações. A Operação Draft levanta questionamentos sobre práticas dentro da estrutura da Alepe e pode atingir outros nomes ligados ao Legislativo.
Enquanto isso, a exoneração do servidor é vista como uma tentativa de resposta rápida diante da crise, buscando conter desgastes políticos e reforçar a imagem de compromisso com a legalidade.
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