A divulgação dos valores de captação para o Carnaval do Recife chama atenção pelo montante expressivo destinado ao evento. De acordo com os dados apresentados, apenas a empresa Esportes da Sorte teria aportado R$ 7.320.000,00 para a festa, dentro de um total que ultrapassa R$ 15,6 milhões em captação.
O número chama atenção principalmente em um momento em que setores como educação, saúde e infraestrutura ainda enfrentam críticas e cobranças da população recifense.
Além da Esportes da Sorte, grandes marcas como Amstel/Coca-Cola (Heineken), Azul, Red Bull e outras empresas também aparecem na lista de patrocinadores. Pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), ainda constam valores que somam mais de R$ 2,2 milhões.
O que gera debate nas redes sociais e nos bastidores políticos é a relação entre os altos valores investidos no Carnaval e o discurso de responsabilidade social frequentemente defendido por figuras públicas ligadas à gestão municipal.
A deputada federal Tabata Amaral, esposa do prefeito João Campos, tem defendido reiteradamente transparência e prioridade em políticas públicas estruturantes. Diante dos números milionários destinados à festa, críticos questionam se a gestão está equilibrando corretamente suas prioridades administrativas.
Especialistas ressaltam que a captação privada para eventos culturais é legal e prevista na legislação, mas reforçam que a sociedade tem o direito de questionar critérios, contrapartidas e impactos reais desses investimentos.
Enquanto a gestão municipal destaca o Carnaval como motor econômico e gerador de emprego e renda, parte da população cobra mais atenção para problemas cotidianos da cidade.
O debate está posto: festa ou prioridade estrutural?
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