A política de comunicação da Prefeitura do Recife voltou ao centro das críticas após relatos de jornalistas e comunicadores independentes que afirmam ter tido credenciais negadas para cobrir áreas internas e bastidores da programação do Carnaval do Recife.
Segundo relatos que circulam entre profissionais da imprensa, o modelo adotado pela Secretaria de Comunicação teria deixado de fora comunicadores tradicionais e veículos independentes que atuam na cobertura cultural e popular da cidade. Entre os nomes citados está o comunicador Jailton Arruda, conhecido por sua atuação na divulgação de eventos e personalidades locais.
O procedimento de credenciamento, segundo profissionais, envolve inscrição prévia e análise por parte da equipe de comunicação, mas muitos afirmam que, na prática, diversos pedidos acabam não sendo aprovados, dificultando a cobertura de um dos maiores eventos culturais da capital.
A situação reacende o debate sobre o acesso democrático à informação em eventos públicos financiados com recursos municipais, levantando questionamentos sobre critérios de seleção e espaço para diferentes perfis de comunicação.
Enquanto a gestão municipal destaca a organização e a dimensão do Carnaval do Recife, parte da imprensa independente aponta que o modelo atual acaba gerando insatisfação e sensação de exclusão entre comunicadores que historicamente participam da cobertura da festa.
A Prefeitura do Recife ainda pode se posicionar oficialmente sobre o caso, e profissionais do setor defendem maior diálogo para evitar novos desgastes e garantir espaço plural na cobertura dos eventos da cidade.
Deixe um comentário