Comunicadores independentes de Pernambuco denunciaram novos impedimentos para realizar a cobertura do Carnaval do Recife, no polo do Marco Zero. Profissionais afirmam que, mesmo cumprindo exigências e solicitando credenciamento, foram impedidos de atuar durante a festa, levantando acusações de perseguição contra veículos e empresas independentes de comunicação.
Entre os casos citados, ganhou forte repercussão a situação do jornalista e radialista Jailton Arruda, que atua há mais de 25 anos na comunicação pernambucana e afirma ter sido novamente impedido de cobrir o evento em 2026. Segundo relatos, essa não seria a primeira vez que profissionais independentes enfrentam dificuldades para atuar em eventos organizados pela Prefeitura do Recife.
Para representantes da comunicação alternativa, a situação indica um cenário de restrição crescente à imprensa independente, afetando blogs, rádios comunitárias e páginas digitais que realizam cobertura popular e comunitária dos eventos culturais do estado.
Os comunicadores afirmam que impedir o acesso de veículos independentes compromete a pluralidade de informações e reduz a diversidade de vozes durante um dos maiores eventos culturais do país. Eles defendem maior transparência e igualdade no processo de credenciamento.
A Prefeitura do Recife, em situações semelhantes, costuma afirmar que os critérios seguem regras de organização e segurança do evento. No entanto, profissionais da área afirmam que a prática vem sendo interpretada como perseguição às empresas e comunicadores independentes que não integram grandes veículos de mídia.
O caso reacende o debate sobre liberdade de imprensa e acesso democrático à cobertura de eventos públicos em Pernambuco.
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