No início de Janeiro, saiu o maior levantamento de serviços públicos do Brasil (Instituto Veritá) e a notícia pro Recife não é nada boa. A avaliação da gestão João Campos está em queda livre. 😬 Enquanto outras capitais do Nordeste tão brilhando no ranking, a nossa cidade ficou muito abaixo de outras capitais do Nordeste e do Brasil!
Mas por que a nota tá tão baixa?
O povo falou e a gente detalha o que tá travando o meio de campo:
Maioria dos recifenses avalia serviços de forma negativa, com falhas graves na transparência e no apoio social e mostra que a gestão não fez “ o dever de casa”.
Maioria dos recifenses avalia serviços de forma negativa e aponta falhas graves na transparência e no apoio social
Os dados do Instituto Veritá, que compõem o maior levantamento independente sobre serviços públicos no país, revelam um cenário preocupante para a capital pernambucana. A pesquisa foi feita em dezembro de 2025, com dados preliminares divulgados na segunda semana de janeiro de 2026. O Recife não conseguiu figurar entre as dez melhores médias gerais das capitais brasileiras, ficando abaixo da nota de corte de 4,9 necessária para integrar o grupo de elite da gestão pública municipal.
O diagnóstico aponta que a maioria dos recifenses percebe de forma negativa a prestação de serviços essenciais, com destaque para áreas que tocam diretamente a confiança do cidadão e o cuidado com as populações mais vulneráveis.
A gestão municipal enfrenta um abismo de credibilidade no quesito Transparência (Informações e gastos públicos), onde recebeu a nota 3,2 — valor significativamente inferior à já baixa média nacional de 3,7 para este serviço. Somado a isso, o apoio ao tratamento de dependência química surge como um dos pontos mais críticos da cidade, com uma nota de apenas 3,1, evidenciando uma lacuna severa na rede de proteção e saúde mental.
No cenário regional, o Recife observa o sucesso de vizinhos como São Luís (5,7) e Maceió (5,4), consolidando-se em uma posição onde a opacidade administrativa e a fragilidade social ditam o ritmo da insatisfação popular.
Embora existam ilhas de análises onde a gestão é relativamente bem avaliada, embora não “passe por média”, como a coleta de lixo (6,4) e a educação (5,1), elas não são suficientes para elevar a média geral da cidade.
O contraste é nítido: enquanto o Recife tenta equilibrar suas contas básicas, a população clama por uma gestão mais aberta e por serviços de assistência que saiam do papel e cheguem a quem mais precisa.
O Abismo da Transparência
A nota 3,2 em Transparência coloca o Recife em uma situação delicada no Nordeste. A capital pernambucana empata com Teresina e supera apenas Natal (3,1), ficando muito atrás de São Luís (4,7) e Maceió (4,2). Para a maioria dos recifenses, o acesso a informações sobre o uso dos recursos públicos é considerado insuficiente, dificultando o controle social da gestão.
Saúde Mental em Crise
Um dos piores desempenhos individuais da cidade está no apoio ao tratamento de dependência química, com nota 3,1. Este serviço é o mais mal avaliado em todo o Brasil (média 3,5), mas no Recife o índice é ainda mais alarmante, situando a capital pernambucana abaixo da média nacional de insatisfação em uma área de extrema sensibilidade social.
O Teto de Vidro da Excelência
A distância entre o Recife e as cidades modelo é pedagógica. Enquanto a melhor área avaliada no Recife é a Limpeza Urbana (5,3), a mesma área na líder nacional Boa Vista alcança 7,8. Essa diferença mostra que até nos serviços considerados “bons” pela gestão local, o Recife ainda performa muito abaixo do padrão de excelência das capitais mais bem avaliadas do país.
Atendimento Deficiente
Outro ponto que puxa a avaliação do Recife para baixo é o atendimento direto ao cidadão, que recebeu nota 3,6. Este indicador reflete a dificuldade do recifense em ter suas demandas resolvidas nos canais oficiais da prefeitura, reforçando a percepção negativa da maioria da população sobre a agilidade e eficiência da máquina pública municipal.
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