A gestão do prefeito João Campos voltou a ser alvo de críticas após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurar um procedimento administrativo para apurar a ausência de profissionais de apoio escolar em unidades da rede municipal do Recife.
A investigação tem como objetivo esclarecer se a falta desses profissionais está comprometendo a garantia da educação inclusiva, especialmente para estudantes com deficiência. De acordo com informações do MPPE, há registros de alunos matriculados sem o acompanhamento adequado em sala de aula, situação que afeta diretamente o processo de aprendizagem.
Entre os casos relatados estão estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) e outros que necessitam de diferentes níveis de suporte educacional especializado. A apuração inicial envolve escolas municipais localizadas nos bairros da Guabiraba, Nova Descoberta e General San Martin, onde teriam sido identificadas dificuldades na oferta do atendimento educacional especializado.
Em alguns episódios, a própria Secretaria de Educação do Recife teria reconhecido a insuficiência de profissionais para atender à demanda existente, o que reforça as críticas à atual administração municipal. Para especialistas e familiares de alunos, a falta de planejamento e de investimentos adequados evidencia falhas na condução da política de educação inclusiva da capital pernambucana.
O caso aumenta a pressão sobre a gestão João Campos, que enfrenta questionamentos recorrentes sobre a efetividade das ações na área da educação, especialmente no atendimento a estudantes em situação de maior vulnerabilidade. O MPPE segue acompanhando o caso e poderá adotar novas medidas caso sejam confirmadas irregularidades ou omissões por parte da Prefeitura do Recife.
Deixe um comentário