Apesar do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a pré-candidatura do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado por Santa Catarina tem provocado forte resistência entre lideranças políticas do estado e exposto divisões internas na direita catarinense.
Prefeitos e parlamentares locais vêm se manifestando publicamente contra a tentativa de lançar Carlos como candidato por Santa Catarina, argumentando que o estado já possui nomes locais consolidados para a disputa. A crítica mais recente partiu do prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD-SC), que classificou a candidatura como uma “loucura” e afirmou que o povo catarinense “não vai cair nessa”.
Outros gestores também se posicionaram de forma contrária, como o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo-SC), e o prefeito de Pouso Redondo, Rafael Tambozi (PL-SC). Para eles, a escolha de um candidato de fora do estado desconsidera lideranças locais e pode gerar desgaste político dentro do próprio campo conservador.
Por outro lado, parte do bolsonarismo em Santa Catarina defende a candidatura. Entre os apoiadores está a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), além de outros aliados do ex-presidente.
Nos bastidores, a avaliação de políticos catarinenses é de que Carlos Bolsonaro não conta com apoio unânime do diretório estadual do PL, recebendo sustentação apenas de alguns aliados diretos de Jair Bolsonaro. Há ainda o entendimento de que o filho do ex-presidente pode não repetir, nas urnas, o desempenho político do pai no estado.
Ao elevar o tom das críticas, Leonel Pavan chegou a afirmar que Carlos Bolsonaro age de forma “oportunista” ao tentar se eleger por Santa Catarina, classificando-o como “um aventureiro em busca de realizações pessoais”.
O movimento reforça um cenário de tensão interna na direita catarinense e indica que a disputa pelo Senado no estado tende a ser marcada por embates não apenas com adversários políticos, mas também dentro do próprio campo conservador.
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