Segundo denúncia publicada pelo blog do Manoel Medeiros, mesmo sob acusações graves de corrupção no Governo de Pernambuco, um aliado histórico da família Campos segue ocupando cargo e recebendo salário no PSB nacional, sob a presidência de João Campos.
Trata-se de Renato Xavier Thiebaut, citado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos auxiliares mais próximos da família Campos e réu em ação penal por corrupção passiva. De acordo com a denúncia, Thiebaut recebe salário mensal de R$ 16,9 mil, pago com recursos do fundo partidário do PSB.
As informações também constam na coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e reforçam o que vem sendo denunciado pelo blog do Manoel Medeiros: Thiebaut é amigo pessoal da família Campos e foi tesoureiro da campanha de João Campos em 2020.
Segundo o MPF, Renato Thiebaut atuou como braço direito do ex-governador Eduardo Campos e era responsável pela tesouraria de campanhas do PSB em Pernambuco. Ele também mantinha relação próxima com a ex-primeira-dama Renata Campos, integrando o núcleo político mais restrito da família.
Ainda conforme as investigações, Thiebaut é acusado de receber vantagens indevidas relacionadas a obras na Compesa e nas secretarias de Saúde, Educação e Projetos Estratégicos — esta última onde atuou como secretário durante a gestão Paulo Câmara. O MPF aponta que ele agia em parceria com o empresário Sebastião Figueiroa, também réu no processo.
Entre os benefícios investigados estão a moradia em apartamento alugado por valor abaixo do mercado e reformas realizadas em uma casa de campo. Durante a campanha de 2024, a defesa de Thiebaut tentou retirar do processo a informação de que ele havia sido tesoureiro da campanha de João Campos, mas o pedido foi negado pela Justiça.
A denúncia foi apresentada pelo MPF em junho de 2024 e aceita pela 13ª Vara Federal do Recife, dando início à ação penal. Desde novembro de 2025, o processo tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), após mudança de entendimento do STF sobre foro, sem novas movimentações públicas.
O caso, segundo destaca o blog do Manoel Medeiros, expõe contradições no discurso de renovação política adotado por João Campos, enquanto um aliado próximo e réu por corrupção permanece empregado no partido, recebendo recursos públicos do fundo partidário.
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