O processo que envolve o Banco Master e o empresário Nelson Tanure foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) após desdobramentos da Operação Compliance Zero. Apesar de aparecer como parte interessada, o Banco Master não figura como investigado no inquérito.
A remessa do caso ao STF ocorreu a pedido da defesa de Tanure. Isso porque, ao oferecer a denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) citou o Banco Master, o que, por obrigação processual, levou à abertura de apuração para verificar eventual conexão probatória entre os fatos investigados.
Após a deflagração da segunda fase da operação, a juíza responsável pelo caso na 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo declarou-se incompetente para julgar os fatos, justamente em razão da conexão com o Banco Master e da Reclamação nº 88.121, relatada pelo ministro Dias Toffoli no STF.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, atua na defesa do Banco Master no processo. O banco aparece como parte interessada nos autos encaminhados ao Supremo.
O processo trata de denúncia contra o empresário Nelson Tanure no contexto da aquisição da Upcon Incorporadora S/A pela Gafisa, entre os anos de 2019 e 2020. A acusação envolve suposta prática de insider trading, caracterizada pela negociação com uso de informações privilegiadas.
Ainda segundo o despacho que determinou o envio do caso ao STF, datado de 19 de janeiro, o Banco Master — que foi liquidado por decisão do Banco Central e é controlado pelo empresário Daniel Vorcaro — está representado no processo por Viviane Barci de Moraes e também pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes, Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, além de outros advogados do escritório.
O caso segue agora sob análise do Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar a competência, a existência de conexão probatória e os próximos encaminhamentos do processo.
📌 Fonte: Metrópoles
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