Aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que ele avaliou de forma positiva a transferência da sede da Superintendência Regional da Polícia Federal para o presídio da Papudinha, em Brasília. Segundo relatos do entorno, a decisão foi vista como um “bom gesto” e teria representado melhora nas condições de acomodação e qualidade de vida do ex-presidente.
De acordo com pessoas próximas à família, Bolsonaro teria “começado o ano bem” e o principal objetivo da defesa neste momento é a concessão de prisão domiciliar humanitária, para que ele cumpra eventual pena em sua residência, localizada em um condomínio no Distrito Federal.
As expectativas agora estão concentradas na realização de uma perícia médica, que será conduzida por uma junta médica da Polícia Federal. O exame deverá avaliar o estado de saúde do ex-presidente antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, analisar um novo pedido de prisão domiciliar.
A decisão que determina a perícia foi assinada na última quinta-feira pelo próprio ministro. O laudo médico poderá embasar tanto eventuais adaptações nas condições de acomodação de Bolsonaro na sala do Estado Maior da Papudinha quanto, se necessário, uma transferência para um hospital penitenciário.
A defesa solicitou formalmente a concessão de prisão domiciliar humanitária e pediu ainda a realização de uma nova avaliação médica independente, em caráter de urgência. O objetivo, segundo os advogados, é verificar a compatibilidade do atual estado clínico do ex-presidente com o ambiente prisional.
A Papudinha é o nome popular do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que integra o Complexo da Papuda e costuma abrigar policiais e presos com grande exposição política.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e novas decisões devem depender do resultado da perícia médica.
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