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ENTENDA: da era Eduardo Campos a João Campos, a trajetória de escândalos e investigações que acompanha o PSB em Pernambuco

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Ao longo de mais de uma década no comando do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife, o PSB construiu uma hegemonia política no estado. Paralelamente a esse domínio, uma sequência de escândalos, operações policiais e denúncias passou a marcar a trajetória do partido — um histórico que, para críticos, não foi interrompido, mas herdado e atualizado pela atual gestão de João Campos.

Esta reportagem reúne os principais casos, em ordem cronológica, que formam o que opositores classificam como “o legado investigativo do PSB em Pernambuco”.

✈️ O início do rastro: Eduardo Campos e a Operação Turbulência

O primeiro grande abalo nacional envolvendo o PSB pernambucano veio após a morte de Eduardo Campos, em 2014.

Em 2015, a Polícia Federal deflagrou a Operação Turbulência, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresários com contratos públicos no estado.

O ponto mais sensível da investigação foi a apuração de que recursos de origem suspeita teriam sido usados para adquirir o avião (Cessna PR-AFA) utilizado por Eduardo Campos na campanha presidencial de 2014.

A aeronave estava registrada em nome de empresas investigadas, e não diretamente no nome do político ou do partido.

Embora Eduardo Campos não tenha sido denunciado — por já ter falecido —, empresários ligados ao seu entorno político foram presos e condenados, consolidando o episódio como o maior escândalo já associado ao PSB em Pernambuco.

🏥Paulo Câmara e o escândalo da pandemia

O sucessor político de Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas, Paulo Câmara, enfrentou seu momento mais crítico durante a pandemia da Covid-19.

Em 16 de junho de 2020, a Polícia Federal deflagrou a Operação Casa de Papel, posteriormente desdobrada na Operação Ripstop, para investigar fraudes em compras emergenciais da saúde.

As investigações apontaram:

  • Contratação de empresas de fachada
  • Dispensa de licitação sem critérios técnicos
  • Superfaturamento de materiais hospitalares
  • Saques em dinheiro vivo logo após pagamentos do Estado

Os contratos investigados envolviam milhões de reais, em um dos momentos mais críticos da crise sanitária.

Mesmo sem condenação direta do governador, o caso marcou a gestão Paulo Câmara como símbolo de descontrole e suspeitas no uso de recursos públicos durante a pandemia.

🏙️ Geraldo Julio e as suspeitas na Prefeitura do Recife

Antes de João Campos, a Prefeitura do Recife esteve sob comando de Geraldo Julio, outro quadro histórico do PSB.

Ainda em 2020, a Operação Casa de Papel também atingiu contratos da Prefeitura do Recife, investigando compras emergenciais de equipamentos de saúde.

A PF apurou indícios semelhantes aos do governo estadual: empresas sem capacidade técnica, valores elevados e movimentações financeiras suspeitas.

O episódio reforçou a percepção de que as irregularidades não estavam isoladas, mas espalhadas por diferentes níveis de gestão do partido.

📄 João Campos e o escândalo mais recente: suspeita de fraude em concurso

Já sob a gestão de João Campos, o PSB enfrenta sua crise mais recente, que ganhou força entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026: suspeitas de fraude em concurso público da Prefeitura do Recife.

📄 Pontos que geraram desconfiança As denúncias destacam, principalmente:

  • Resultados atípicos em determinadas etapas do concurso;
  • Mudanças de critérios e gabaritos após recursos;
  • Benefício direto a candidato com relação familiar sensível;
  • Ausência de esclarecimentos públicos detalhados por parte da Prefeitura e da banca organizadora.

Para críticos, o caso ultrapassa a esfera administrativa e entra no campo ético e institucional, por envolver a possível interseção entre Poder Executivo e Judiciário.

O caso chegou à Câmara Municipal, ao Ministério Público e a órgãos de controle, gerando forte repercussão política.

Para críticos, o episódio demonstra que João Campos não rompeu com o passado, mas deu continuidade ao modelo político herdado, agora sob uma imagem jovem e forte presença nas redes sociais.

🔎 Um padrão que se repete

Ao analisar os casos, opositores e especialistas em controle público apontam um padrão recorrente:

  • Uso intensivo de contratações emergenciais
  • Baixa transparência em processos administrativos
  • Empresas ligadas a grupos políticos
  • Escândalos que surgem, mas raramente resultam em punições diretas aos principais líderes

Para críticos do PSB, João Campos representa a continuidade desse ciclo, sustentado por marketing político, mas cercado por denúncias que se acumulam.

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