O Brasil atingiu números recordes de empregos formais, chegando a cerca de 39,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada (CLT) em 2025. Apesar do crescimento do emprego formal, dados recentes apontam que o país possui mais beneficiários do programa Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.
De acordo com levantamento da Folha do Estado com base em dados do IBGE, aproximadamente 48,6 milhões de pessoas recebem atualmente o benefício social. A diferença entre os números chama atenção e tem gerado debates nas redes sociais e no meio político.
Especialistas explicam, entretanto, que esse contraste não significa que existam mais brasileiros vivendo exclusivamente de auxílio do que trabalhando. Isso porque milhões de pessoas atuam em empregos informais, são autônomas ou microempreendedoras, não entrando nas estatísticas oficiais de trabalhadores CLT.
Além disso, o Bolsa Família funciona como uma rede de proteção social, voltada principalmente para famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo apoio financeiro básico e acesso a políticas públicas nas áreas de saúde e educação. Em muitos casos, o benefício é temporário, sendo encerrado à medida que as famílias conseguem melhorar sua renda ou ingressar no mercado de trabalho formal.
O cenário evidencia dois movimentos paralelos no país: o aumento do emprego formal e a permanência de um grande contingente de brasileiros em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que ainda depende de políticas públicas de assistência.
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