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“Da festa popular ao camarote de R$ 480: João Campos transforma a virada em evento para poucos”

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O que era para ser uma grande festa popular virou, para muitos recifenses, um verdadeiro presente de grego. Daqueles bonitos por fora, cheios de promessa, mas que quando se abre… vem a surpresa e não é das boas.

A tão aguardada festa da virada na praia do Pina foi anunciada com aquele discurso clássico de evento democrático, inclusivo e “para todos”. Só que, na prática, o réveillon mostrou que nem todo mundo é tão igual assim diante do palco. Quem quis ter acesso “de verdade” aos artistas precisou desembolsar nada menos que R$ 480 para ficar na frente. Popular? Só se for no vocabulário do marketing.

Para quem não tinha condições (ou coragem) de pagar esse valor, a alternativa foram os famosos telões espalhados pela área. A ideia até parecia boa… até ligar. Telão sem som, imagem de qualidade duvidosa e, para completar o pacote, apagões constantes. Teve gente que passou mais tempo olhando para a própria sombra do que para o show.

Nas redes sociais, a reação foi imediata. Críticas pipocaram de todos os lados. Alguns foram diretos: “nem saí de casa”. Outros ironizaram: “assisti melhor pela internet”. E teve quem resumiu tudo com uma frase curta e objetiva: “R$ 480 para ver artista de longe e telão mudo?”.

O curioso é que João Campos sempre foi visto como alguém que dominava o manual dos grandes eventos, usando shows e festas como vitrine política e ferramenta de visibilidade. Dessa vez, porém, o roteiro falhou. O palco virou símbolo de divisão, o telão virou piada e a festa, que deveria unir, acabou separando entre quem podia pagar e quem só podia assistir quando o telão não apagava.

No fim das contas, o evento que deveria render aplausos virou combustível para críticas. E muitas. A sensação geral é que o marketing pensou alto, mas esqueceu de olhar para o chão onde estava a maioria do público.

Moral da história: o prefeito até tentou entregar um espetáculo, mas acabou entregando um presente de grego embrulhado em fogos de artifício. Bonito de longe, frustrante de perto. E, pelo visto, dessa vez, nem o melhor marketing conseguiu abafar o som até porque o telão… não tinha.

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